A história do assentamento José
Maria se inicia na madrugada do dia 23 para 24 de Dezembro de 1996, um dia
antes do Natal, ficando para sempre marcado na memória das pessoas que
participaram desta ocupação o Natal do ano de 1996.
Algumas das lideranças da época eram: Valdemar,
Marili, Carlito, Valdivino, Zanchet.
A organização era feita em núcleo, cada núcleo
tinha um coordenador que se reunia com a coordenação geral. O acampamento durou
1 ano depois da ocupação.
272 famílias foram assentadas no dia 06 de
Novembro de 1997.
Algum dos fatos mais marcantes foi a chegado
na fazenda na noite do dia 23, a liberação da área e a correria das famílias,
cada um buscado o melhor espaço. A festa de comemoração de um ano de
acampamento, com a terra conquistada no dia 23 de dezembro de 1997 também foi muito
marcante.
O processo de construção das casas demorou dois
anos e a energia elétrica cinco anos.
A escola no acampamento era um barraco feito
com esteiras de taquara, depois foi estudado um tempo no galpão que agora é a
cooperativa, que atendia até a 4ª série, as professoras eram Marinel e Roseli
de Borba. Os alunos de 5ª a 8ª séries foram no primeiro ano dois meses em
Palmas no Paraná estudar, como não conseguiram ser matriculados lá, passaram a
estudar na Escola 25 de Maio, onde as más condições das estradas fizeram com os
alunos passassem muitas dificuldades em dias de chuva. Após a liberação da terra passaram a estudar no
casarão da sede, ocasião em que foi instituída oficialmente a Escola Básica
Municipal José Maria, que passou a atender de 1ª a 8ª série.
Os primeiros professores
da Escola José
Maria foram Lurdes Mattos de Freitas, Ivanilda Tomás, Cesar
de Farias, Darci Ribeiro, Marinel Motta, Loridane, Marcos Lima. A escola José
Maria nucleou as escolas dos assentamentos vizinhos, recebendo hoje 510
educandos da Educação Infantil a 8ª série, dos Assentamentos José Maria, 13 de
Novembro, Indianópolis, Roseli Nunes, alguns alunos dos assentamentos Capão
Grande Grande e Novo Horizonte.
Existe também no assentamento desde o ano de 2004 a Escola
de Ensino Médio Paulo Freire, que iniciou como uma extensão da Escola Anacleto
Damiane da cidade e se torna independente em 2006, no ano de 2009 iniciou nesta
escola também um curso técnico em agropecuária com ênfase em agroecologia.
No assentamento existem duas religião a católica e
evangélica .
No inicio todo o assentamento se reunia na sede. Mas como
achavam muito longe decidiram em assembléia dividir em cinco comunidades Santa
Luzia, Flor da Serra, Serra Alta, Sagrada Família, Dom José e mais tarde foi
efetivado outra comunidade chamada Planalto Alegre.
COMUNIDADE
SAGRADA FAMÍLIA
A sede ficou chamada comunidade Sagrada família, sua
lideranças iniciais eram Clair Teston, Valdelirio dos
Anjos, José Lins, Cleusa e Valdir
e as irmãs Augusta, Vilma, Ângela
e a irmã Flor.
Na comunidade são realizadas atividades religiosas como
oculto e a catequese, as atividades de lazer como bocha e futebol. E hoje as
lideranças atuais são Adão Rodrigues da Luz, Marilene Ribeiro, Marcelo e
Jéssica, Gilberto e Eliane dos Santos.
As famílias que ainda permanecem na comunidade desde o
acampamento são as famílias dos senhores Valdemar Paz, Pedro Rodrigues, José
Lins, Elinor Teston, Adão Rodrigues Da Luz, Gilmar Rodrigues da Luz, Neuci Dal
Cortivo, José Gonçalves, Gilberto dos Santos, Luci Fornari, Flavio Cereta, Adão
Vargas de Ramos, Rudinei Dambros.
COMUNIDADE
DOM JOSÉ GOMES
Famílias
que estão desde o início na comunidade Valdemar Moreira, Lenoir de Sá, Lenoir
Matheus de Oliveira, Marcelo Lima, Tatinho, família Camicia, Valcir Trevisan,
Zanchet, Tereza
COMUNIDADE
PLANALTO ALEGRE
As atividades que tem na comunidade é
celebrações dominical, esportes, festas, clubes e cursos.
As lideranças atuais são Strapazzan, Adelir Bottega , Geovane Lazanrin.
As famílias que atuam desde do inicío do
acampamento e agora no assentamento são Neusa Strapazzan , Adelir Bottega ,
Carlinho dos Santos , Jair Galetti , João Tibres , Antônio Marcants , Pedro e Santo
Baseggio.
COMUNIDADE
FLOR DA SERRA
Quando a comunidade Flor da Serra foi fundada
suas lideranças iniciais eram os senhores Irineu Martine e Juvenal .
Agora
os atuais líderes da comunidade são os senhores Claudio Carneiro , Agenor
Bolzan e Airton da Rocha Bueno . Na
comunidade são realizados jogos de bocha e futebol. As famílias que permaneceram na comunidade
desde o início do assentamento são: a família do senhor Airton da Rocha Bueno,
do senhor Luiz Gonçalves , do senhor Vilson da Silva, do senhor Salvador da
Cruz , do senhor Adão Vargas , do senhor Abílio Agustine , do senhor Eloir
Padilha e do senhor João Batista.
COMUNIDADE
SANTA LUZIA
Algumas das lideranças responsáveis
pela organização inicial da comunidade Santa Luzia, foram: Adélio Ambros, João
Nunes, Lírio Piovesan, Lício, Francisco, Marili Sagaz,
Atualmente acontecem na comunidade as
celebrações, esportes, festas, clubes de mães. Existe também na comunidade uma
Igreja evangélica.
As lideranças atuais da igreja são: Lirio Pioveson,
Anacleto Pinotti, Adélio Ambros, Roseli Borowicc, Salete Sobolewisk, Aurea
Curioni, Marizete, Pedro Vieira. Do Esporte Gelso Curione, Antônio Sagas, Gilmar
Fidelis de Mello, Volmir de Mello, Luiz Siqueira entre outros.
As famílias que estão desde o início na
comunidade são: Olinto de Mello, Pedro Albrech, João Maria Siqueira, Sanair dos
Anjos, Mateus, Catarina Siqueira, Placio, Antonio Sagas, Adélio Ambros,
Arlindo, João Maria Rodrigues, José Leria, Valdemar de Lima, Valmir de Mello,
Valdir de Mello(Varso), Alcindo de Mello, João Nunes, Pedro Vieira, Lício,
Altair Sobolewski, Nilso Sampaio, Lírio Piovesan, Selvino Pereira...
COMUNIDADE
SERRA ALTA
As principais lideranças responsáveis da comunidade
Serra Alta são: Armindo Parente, Ari, Gleber , Alipio Camargo , José de
Oliveira , Valto Bus. As lideranças atuais são: Adelino Nunes , Suviti, Cleber.
As famílias que permanecem desde o acampamento são: Alipio Camargo , Paulo
Puchmann , Luiz Gonçalves, João Rodrigues,
Bastião Amarate, Julio Amarate.
O transporte era uma das coisas piores que
tinha no acampamento, pois na a maiorias das vezes quando as pessoas precisavam
ir andando aos lugares, quando o ônibus não passava nas estradas, pois as
estradas eram muito ruins, quando chovia ficava atolado, alguns iam até a
cidade caminhando.
Hoje as coisas mudaram, ninguém mais vai à
cidade andando, pois quem não vai com ônibus da empresa transluz ou da
transflorenal, têm o seu próprio transporte, carro, moto, etc. Agora as estradas estão muito melhores que antes.
Naquele tempo, quando as pessoas do
acampamento ficavam doentes tinham que ir até a cidade para serem medicados,
pois no acampamento não tinha posto de saúde, mas hoje tem um posto de saúde,
onde todas as pessoas conseguem ser atendidas.
No acampamento o esporte e lazer era de forma
diferente, pois naquele tempo eles brincavam de pular corda, de pega-pega, esconde-esconde,
e também faziam bolas de pano e plástico para jogarem.
Naquela época as atividades dos jovens era ir
à catequese e ajudar a família e alguns estudavam em palmas e depois na escola
25 de Maio, isso no primeiro ano, pois em 1998 iniciou a escola no casarão da
antiga fazenda aqui no José Maria, que atendia de 1ª a 8ª série.
Naquele tempo a plantação era muito pequena,
que mal dava para colher os frutos, hoje os tempos mudaram, pois existem vários
pés de frutas, lavouras etc. que da para ganhar um dinheiro extra.
As pessoas do acampamento criavam algumas
espécies de aves e de animais para o consumo e para enfeitar o lugar, por
exemplo: cavalo e galinha...
Desde o acampamento no geral mudou muitas
coisas, a escola cresceu, tem escola de ensino fundamental e médio, com curso
técnico, tem posto de saúde, um resfriador de leite, um centro de múltiplo uso
e ainda todas as comunidades e famílias estão melhor estruturadas.
Relação
de pessoas entrevistadas:
Abel
de Amarate Galvão, esta no assentamento a 13 anos
Adeli
Botega, esta no assentamento há 15 anos
Jacir
Galleti, esta no assentamento há 15 anos
Alípio
Camargo, esta no assentamento há 16 anos
Nelci
Dal Cortivo, esta no assentamento há 16 anos
Pedro
Vieira, esta no assentamento há 16
Antonio
Barboza de Linhares, esta no assentamento há 18 anos
Marilene
Ribeiro, esta no assentamento há 15 anos